5 de out de 2008

A fetofília - Uma ode ao amor inter-fetal

Bem, então após ler sobre a fetofilia num dos posts abaixo uma pulga começou a coçar atrás da sua orelha. Normal, normal... sabemos que sempre que um assunto tabu é mencionado nossos sentidos são acionados e ficamos alertas, sabendo que alguma coisa proibida está logo ali, e basta estendermos nossa língua para poder tocá-la.

Da mesma forma que viados, lésbicas, pedófilos, zoofilos e principalmente héteros infestam o planeta desde os primórdios, os fetofilos estão aí e não há motivo para discriminação. Caixas de banco, gerentes de banco, seguranças de bancos e principalmente estagiários de bancos podem amar fetos da mesma forma que seu pai e sua mãe podem se amar (ou se odiar, caso seu pai seja um bêbado e sua mãe uma vaca).

Dias desses conheci a Carolina - que na verdade se chama Helena Souza Rocha e é estagiária da agência Floresta do Bradesco aqui em Belo Horizonte - um estagiária de determinada agência bancária de BH, que me confessou ser fetofila. Em uma sincera entrevista, Carolina me revelou as dores e delícias desse comportamento doentio que precisamos passar a achar normal. Segue abaixo as principais revelações do nosso bate-papo.

O início:
"A primeira vez que um feto atiçou minha líbido eu tinha uns 14 anos, e era muito nova para entender o que estava acontecendo. Eu tinha um namorado, nós até transávamos regularmente, mas eu nunca me sentia muito excitada pelas carícias dele. Até que um dia um feto passou a mão entre minhas coxas, e me deixou toda molhada.
Na verdade ele não passou só a mão, passou também a cabeça, o braço, o ombro e as pernas. Isso foi numa festa na casa de uma amiga, no quarto dela enquanto eu fazia um aborto."

Os primeiros encontros:
"Após ter meu primeiro namorico e descobrir que era daquilo que eu gostava mesmo, passei a frequentar os points que essa galera vai badalar. Assim comecei a paquerar em laboratórios de maternidades, museus de morfologia, lixões e beiras de córregos, onde conheci alguns namorados.
No princípio tive alguns problemas, pois dava cantadas em "fetas" achando que elas eram "fetos". Teve até uma vez que namorei uma delas por duas semanas achando que era um macho, mas você sabe né? Tem coisa que na cama não tem como esconder, e na terceira vez que fomos ao motel percebi meu equívoco."

As dificuldades:
"Ah, namorar fetos, apresentá-los para a família, freqüentar restaurantes, ter uma vida normal, é muito difícil nessa sociedade tão tradicional. Pelos meus namorados viverem em compotas, minha mãe até hoje não sabe se prepara a cama deles dentro da geladeira ou no armário quando vamos dormir lá em casa. Papai mesmo nunca conseguiu conversar com um namorado meu. O mercado de trabalho também não absorve a mão-de-obra deles, o que gera um problema para o meu futuro, afinal casar com alguém que não ganha dinheiro é um tanto mais difícil."

O veredito:
"Os fetos são mais carinhosos, mais parceiros, mais compressivos e mais mal formados que a maioria das pessoas que estão disponíveis por aí. Eu não largo um feto por homem nenhum desse mundo. Ah não ser que ele tenha pauzão."

O futuro:
"Ah, o futuro é incerto, mas sonho em me casar com um feto que seja um fazendeiro rico, pra ter um monte de fetinhos. Mas também me casaria com um homem pauzudo e que tenha dinheiro pra casar."

Ao final da conversa, antes de ir ajudar um velhinho a sacar dinheiro em um caixa eletrônico, Carolina fez a última revelação sobre essa forma estranha de amar: "Já namorei até modelo. O Cláudio mesmo estrelou uma campanha nacional para o Ministério da Saúde", e a estagiária cheia de sonhos sobre uma sociedade mais justa e homens de paus enormes voltou a trabalhar.


(O galante Cláudio...)

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